30 de março de 2026

Como uma indústria de bebidas transformou a gestão de múltiplos SKUs e revolucionou seu processo de embalagens

O crescimento de uma indústria raramente acontece sem desafios. À medida que portfólios se expandem, marcas se diversificam e mercados se tornam mais exigentes, a gestão de embalagens passa a ocupar um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações. 

No setor de bebidas, onde embalagens são peças centrais para diferenciação, conformidade regulatória e experiência do consumidor, essa complexidade se intensifica ainda mais, exigindo processos mais estruturados, colaborativos e rastreáveis.

Foi exatamente esse cenário que impulsionou a transformação da gestão de embalagens em um dos grupos mais tradicionais e respeitados do Brasil: o Grupo Famiglia Valduga

Com mais de um século de história, múltiplas marcas consolidadas e um portfólio que ultrapassa 800 SKUs, o grupo percebeu que a forma tradicional de gerenciar aprovações, informações técnicas e fluxos de trabalho já não acompanhava sua realidade operacional.

Este artigo apresenta como a empresa enfrentou esse desafio, estruturou seus processos e alcançou ganhos reais de eficiência, rastreabilidade e agilidade na gestão de embalagens.

Um grupo centenário com desafios modernos

A trajetória do Grupo Famiglia Valduga é marcada por tradição, qualidade e crescimento consistente. No entanto, essa evolução trouxe consigo uma complexidade operacional típica de empresas multimarcas e multiprodutos, especialmente quando o tema é gestão de embalagens.

Tradição, expansão e diversificação de marcas

A história da Casa Valduga começa em 1875, com a chegada da família Valduga ao Brasil e o início do cultivo de uvas no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. 

Ao longo de quatro gerações, o negócio deixou de ser apenas uma vinícola familiar para se transformar em um forte grupo empresarial, reconhecido nacional e internacionalmente pela excelência de seus produtos.

Hoje, o grupo reúne seis empresas e marcas com identidades distintas, atuando nos segmentos de bebidas, alimentos e cosméticos. 

Essa diversidade ampliou o alcance do negócio, mas também elevou o nível de complexidade na gestão de marcas, rótulos, embalagens e processos internos.

O crescimento do portfólio e a multiplicação de SKUs

Com a expansão das marcas e linhas de produtos, o número de SKUs cresceu de forma significativa. Cada SKU representa não apenas um produto, mas um conjunto de informações técnicas, artes gráficas, requisitos regulatórios, aprovações internas e interações com fornecedores.

Portanto, gerenciar esse volume de variações exige controle rigoroso, histórico confiável e comunicação eficiente entre áreas. Quando esses elementos não estão estruturados, o risco de erros, atrasos e retrabalho se torna inevitável.

O cenário antes da transformação

Antes de iniciar seu processo de transformação digital, a Casa Valduga enfrentava limitações comuns a muitas indústrias que cresceram apoiadas em processos tradicionais.

Nesse sentido, grande parte das aprovações de artes, materiais técnicos e solicitações de fornecedores era conduzida por e-mail. Esse modelo dificultava a organização das informações, tornava a recuperação de históricos lenta e aumentava o risco de versões equivocadas circularem entre as equipes.

Dessa forma, arquivos espalhados, mensagens fragmentadas e ausência de um repositório central dificultavam o controle do que estava aprovado, em revisão ou em reprocessamento.

Além disso, esse cenário impactava diretamente a produtividade. Aprovações demoravam mais do que o necessário, reimpressões exigiam buscas extensas por informações antigas e decisões estratégicas eram tomadas com base em dados dispersos.

Em um ambiente com alto volume de SKUs, essa falta de fluidez se traduzia em atrasos, retrabalho e pressão constante sobre áreas como P&D, Marketing e Qualidade.

O desafio central: gerir mais de 800 SKUs com eficiência

Com um portfólio amplo e múltiplas marcas operando simultaneamente, o principal desafio não era apenas aprovar embalagens, mas garantir controle, rastreabilidade e previsibilidade dos processos.

Falta de visibilidade do status das aprovações

Sem uma ferramenta centralizada, era difícil responder perguntas simples, porém críticas: em que etapa está determinada arte? Quem já aprovou? Qual versão é a válida? Esse tipo de incerteza consome tempo e aumenta a probabilidade de erros operacionais.

A ausência de visibilidade compromete a tomada de decisão e dificulta o planejamento de lançamentos e reimpressões.

Comunicação fragmentada entre áreas e fornecedores

Além das equipes internas, fornecedores também faziam parte do fluxo de aprovação. A troca de informações sem um canal estruturado ampliava ruídos, aumentava o número de revisões e tornava o processo mais lento do que o necessário.

A empresa precisava de um modelo colaborativo, no qual todos os envolvidos trabalhassem a partir das mesmas informações.

A virada de chave

Diante desses desafios, tornou-se evidente a necessidade de repensar a gestão de embalagens de forma estrutural, e não apenas pontual.

O primeiro contato com a solução surgiu a partir de um fornecedor de embalagens que já utilizava uma plataforma digital para aprovação de artes. Essa experiência despertou o interesse da Casa Valduga em entender como a tecnologia poderia resolver seus gargalos internos.

A recomendação foi decisiva para iniciar a avaliação de uma solução capaz de atender à complexidade do grupo.

A busca por processos mais fluidos e colaborativos

Segundo relato da equipe de P&D, havia uma necessidade clara de organizar fluxos internos, centralizar informações e criar um ambiente mais colaborativo. 

A transformação digital passou a ser vista não como um projeto isolado, mas como um passo estratégico para sustentar o crescimento do grupo.

A solução adotada: gestão centralizada de embalagens

Assim, a implementação da plataforma da LinkFlow marcou uma mudança estrutural na forma como a Casa Valduga gerencia suas embalagens e aprovações.

Centralização de marcas, embalagens e dados técnicos

Com a nova solução, todas as informações passaram a estar concentradas em um único ambiente. Artes, dados técnicos, históricos de aprovação e materiais de diferentes marcas ficaram acessíveis de forma organizada e segura.

Desse modo, essa centralização eliminou a dependência de arquivos dispersos e reduziu drasticamente o risco de inconsistências.

Aprovações automatizadas e controle de fluxo

Os fluxos de aprovação foram estruturados e automatizados, garantindo que cada etapa fosse cumprida de forma padronizada. Isso trouxe previsibilidade, clareza de responsabilidades e maior agilidade nos processos.

Como resultado, o tempo necessário para aprovações de artes foi reduzido em cerca de 50%, um ganho expressivo para uma operação com alto volume de SKUs.

Monitoramento de indicadores e rastreabilidade

A plataforma também permitiu o acompanhamento de indicadores, facilitando o monitoramento do desempenho dos processos. 

Dessa forma, a rastreabilidade completa das aprovações trouxe mais segurança e confiabilidade, especialmente em um ambiente regulado.

Resultados alcançados após a implementação

Os benefícios da transformação foram percebidos rapidamente pelas equipes envolvidas.

  • Redução de 50% no tempo de aprovação de artes: a automatização e a centralização das informações reduziram significativamente o tempo de ciclo das aprovações, acelerando lançamentos e reimpressões.
  • Eliminação da perda de informações: mesmo com mais de 800 SKUs, a empresa passou a operar com controle total das informações, reduzindo riscos operacionais e retrabalho.
  • Mais organização e fluidez entre as equipes: apesar da complexidade inicial, a interface da plataforma se mostra intuitiva, facilitando a adaptação e promovendo maior integração entre áreas internas e parceiros externos.

O papel da inovação contínua na competitividade do grupo

Mais do que resolver um problema pontual, a adoção da tecnologia tornou-se parte essencial da operação diária.

  • Processos preparados para escalar: com fluxos estruturados e dados confiáveis, o grupo passou a ter uma base sólida para expansão, novos produtos e aumento do portfólio sem comprometer a eficiência.
  • Tecnologia como parte da rotina: a solução deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a integrar o funcionamento cotidiano da empresa, tornando-se indispensável para a gestão de embalagens.

O que outras indústrias podem aprender 

A história da Casa Valduga mostra que a gestão de embalagens não é apenas uma atividade operacional, mas um fator estratégico para empresas com portfólios complexos. 

Afinal, centralizar informações, estruturar fluxos e investir em tecnologia são passos fundamentais para ganhar eficiência, reduzir riscos e sustentar o crescimento.

Principalmente, na indústria de bebidas, onde a gestão de embalagens assume um papel central que vai muito além da proteção do produto ou da estética do rótulo. 

Ela impacta diretamente a conformidade regulatória, a eficiência operacional, a velocidade de lançamento no mercado e a percepção de valor da marca pelo consumidor. 

À medida que portfólios se expandem e o número de SKUs cresce, processos desestruturados deixam de ser apenas um incômodo e passam a representar riscos reais ao negócio.

Nesse contexto, a experiência da Casa Valduga evidencia que inovação e tradição não são opostas. Pelo contrário, quando caminham juntas, permitem que empresas centenárias continuem competitivas, eficientes e preparadas para o futuro.

Assim, a gestão de embalagens, quando bem estruturada, deixa de ser um gargalo e se transforma em um diferencial estratégico para indústrias que operam em mercados cada vez mais complexos.

Quer transformar a gestão de embalagens da sua indústria de bebidas e ganhar mais agilidade, controle e rastreabilidade? Conheça as soluções da LinkFlow que estruturam processos e escalam resultados.

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